Modalidades têm estruturas diferentes e dependem de margem e análise da instituição financeira
A existência de um contrato ativo do Crédito do Trabalhador não significa que o trabalhador poderá simplesmente acrescentar um novo empréstimo ao salário. O Meu Consig explica que, quando a margem está comprometida, o refinanciamento pode ser uma alternativa a ser analisada, mas a operação depende de uma nova avaliação do banco.
A principal diferença está na estrutura de cada modalidade. Um novo crédito utiliza margem disponível para criar uma nova parcela. Já o refinanciamento substitui uma dívida que já existe por uma nova operação, utilizando parte do novo contrato para quitar o saldo devedor anterior.
Dependendo da proposta aprovada, o novo contrato pode apresentar prazo diferente, alterar o valor da parcela e possibilitar a liberação de um valor adicional. Essa quantia, entretanto, depende das condições encontradas na nova análise.
Para o Meu Consig, correspondente bancário que atua na intermediação de crédito, o fato de o trabalhador já ter sido aprovado anteriormente não elimina os critérios aplicados em uma nova solicitação.
O cenário financeiro pode mudar entre uma contratação e outra. A margem disponível pode ser diferente, o saldo devedor será outro, a remuneração pode ter sido alterada e os dados relacionados ao vínculo empregatício também podem apresentar mudanças.
Além disso, as instituições financeiras possuem políticas próprias de análise. Por esse motivo, a existência de uma possibilidade de refinanciamento não significa que todos os contratos ou todos os clientes terão uma nova operação aprovada.
“O refinanciamento precisa ser analisado de acordo com a situação atual do contrato. A aprovação do empréstimo anterior não funciona como uma garantia para uma nova operação, porque o banco precisa avaliar novamente margem, vínculo, saldo e critérios de risco”, explica Talita Gonçalves.
Outro ponto que merece atenção é a diferença entre refinanciamento e portabilidade. Na portabilidade, a dívida pode ser transferida para outra instituição em busca de novas condições. No refinanciamento, o contrato atual é substituído por uma nova operação, que pode alterar prazo, parcela e valor financiado.
Também é necessário avaliar o custo da nova contratação. Uma parcela mais baixa pode estar associada a um prazo maior e, consequentemente, resultar em um valor total mais elevado ao final da operação.
Antes de contratar, o consumidor deve verificar o saldo devedor, o valor utilizado para quitar o contrato anterior, o número de parcelas, a taxa de juros, o Custo Efetivo Total e o valor que será efetivamente recebido.
O Meu Consig disponibiliza orientações específicas sobre como funciona o refinanciamento do Crédito do Trabalhador, ajudando o trabalhador a compreender as diferenças entre as modalidades e os cuidados necessários.
Dessa forma, o refinanciamento pode ser avaliado por quem já possui um contrato ativo, mas a possibilidade de uma nova liberação dependerá sempre das condições atuais e da decisão da instituição financeira responsável pela análise.

